“De pouco a pouco a gente vai acostumando”: Memória e produção da localidade em uma comunidade reassentada pela UHE Irapé

A pesquisa tem como objetivo analisar as transformações impostas ao modo de vida de grupos que foram compulsoriamente deslaçados e reassentados para a construção da Usina Hidrelétrica de Irapé, Vale do Jequitinhonha – Minas Gerais. O deslocamento provocado pela iminência do alagamento da barragem promoveu uma ruptura involuntária que teve consequências profundas sobre identidades, costumes, formas de uso e apropriação do espaço, a organização e morfologia social das comunidades atingidas. Buscou-se então compreender, por meio dos relatos sobre a resistência ao projeto, o processo de negociação, as memórias da mudança e as práticas estabelecidas no novo territorio, como se deu o ajuste de suas vidas mediante as mudanças não só de ambiente, como das relações sociais que os envolviam e dos sistemas produtivos que deverão ser acionados para garantir a reprodução social do grupo.

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